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No tempo em que jogar pela camisa era o único sentido para entrar em campo, o futebol iniciou em Caronel Fabriciano antes mesmo do município se emancipar em 1948

Ainda no campo da Jaqueira, ao lado da primeira igreja católica da região, que demoliu após uma forte tempestade, o futebol já se organizava entre os funcionários da EFVM e da CAF. O Ferroviário tinha em sua camisa as cores  verde, vermelho e amarelo, cores essas, estampadas nas locomotivas, e o time da Belgo-Mineira, na cor azul, a mesma cor dos caminhões da empresa. Na década de 1940, os dois times fundiram-se, adotando o nome Sociedade.

Momento descontraído de uma das primeiras equipes do Social Futebol Clube, ainda no antigo campo da Jaqueira. Abaixados: Nelcinho, Gil Caiado, José Roque, Bezinho e Zélio. Em pé: o diretor José Luiz. Ao fundo, a primeira igreja católica do Calado (Coronel Fabriciano) demolida por uma tempestade. No local, situa-se hoje a Rádio Educadora

O nome Social Futebol Clube surgiu logo depois, quando as cores amarelo e azul foram substituídas pelo branco e preto, inspiradas nas cores do Santos Futebol Clube, cujas iniciais também era SFC (SP). Em 1950, o Social inaugura seu estádio, o Louis Encsh, no centro da cidade. Na mesma época, o Colégio Angélica preparava-se para sua inauguração nas proximidades do estádio.  Durante as décadas de 1950 e 60, a equipe desponta como forte equipe amadora, tendo como adversários principais, o Acesita e o Usipa. O time era muito respeitado também em outras cidades, como Nova Era, Caratinga, Barão de Cocais etc. Com a emancipação de Ipatinga e Timóteo em 1964, a rivalidade entre as torcidas ampliam consideravelmente.

 

Em 1950, inaugura-se o Estádio Louis Encsh , conhecido também como Luizão. Com sede própria, o Social Futebol Clube ganha destaque na cidade e a história do futebol fabricianense começa a ser escrita com muitas glórias. Ao fundo, o Morro do Carmo pouco habitado

 

Uma das mais memoráveis equipes do Social, a Campeã do Asfalto em 1957, em João Monlevade, era formada por – Em pé: Lili Rocha, Bezinho, Diogenes, Formigão, Gil Caiado e Nelsinho. Abaixados: Ramon, Joãozito, Dirceu Teteco, Augustinho e Guido

Geração 1960/1970

Equipe formada por craques fabricianenses – Em pé: Mário Costantino, Osvaldo, Hermes, Coronel (Zé Costantino), Preca, Pretinha e Marcelo Albeny. Abaixados: Lula, Pelé, Waldeci, Mundinho, Luciano Pascoal, Toninho e Ely

Com o advento da copa do mundo de 1970, quando a seleção brasilerira conquista o tri-campeonato no México, o futebol fabricianense adquire novo estímulo. Incentivado por Tenente, ex veterano e funcionário da Serraria Santa helena, o Social renasce, revelando craques que se projetaram nacionalmente. Dentre eles, Preca, que jogou anos depois no Cruzeiro e outros clubes, tornando também um técnico respeitado. Luciano Pascoal, treinou no Flamengo e no Vasco. A história do Social ficou mercada por equipes distintas, devido a não renovação de seu plantel progressivamente. A equipe se desgastava com a idade avançada, necessitando formar outra equipe sem vínculo com a primeira, disse Nero Alvarenga a uma entrevista à revista Caminhos Gerais em 2006.

A partir da década de 1970, os dirigentes iniciam estudo de profissionalizar o Social que na década de 1990, se transforma em grande competidor no campeonato mineiro de futebol. Em 1996, disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro, classificando-se para o Módulo I. Logo depois, carimbou o passaporte para a Primeira Divisão com uma sensacional vitória sobre o Montes Claros FC, por 2 a 1, em Coronel Fabriciano. Em 1997, o Social fez uma campanha memorável. Ficou em quarto lugar na primeira fase. Passou pelas quartas de final e chegou às semifinais, onde disputou o jogo mais emocionante de sua história, contra o Villa Nova AC. A partida ficou marcada por permitir que um clube do interior disputasse a final após mais de 30 anos. No final, o Social ficou à frente do Atlético Mineiro, em terceiro lugar. O técnico da equipe era José Ângelo “Preca”.

Equipe de jagadores e colaboradores que levou o Social Futebol Clube para a 1ª Divisão do Campeonato Mineiro, em 1996. Enoque, Valtinho, Régis, Batista, Messias, Lucas, Roberto Carlos, Claudinho, Serginho, Neguinha, Maurinho, Leo, Carlos Alberto, Araújo, Adílio, Preca e Bira. Abaixados: Lado, Washington, Tarzan, Cidão, Léo, Paulo Cézar, Tupete, Rondinele, Toninho e César Mariano

Ainda no mesmo ano, o clube disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar da eliminação na segunda fase, resultados históricos foram obtidos, como a vitória de 2 a 1 sobre a Inter de Limeira, campeã paulista de 1986, e 4 a 0 sobre o Villa Nova AC, vice-campeão mineiro do mesmo ano.

Os principais adversário do Socail Futebol Clube, que propiciaram memoráveis partidas foram o Acesita e o Usipa.

O forte Acesita Esporte Clube, chamado de “Máquina”, em sua melhor fase. Em pé: Zeca, Jacaré, Hélio, Otávio, dorival e Magnani. Abaixados: Baixinho, Coxim, Osvaldinho, Cabeça e Milton

Outra grande equipe que desafiava o Social era o Usipa. Nos anos 1960, o Usipa chegou ao 4º lugar no Campeonato Mineiro. Em pé: Balbino, Jair, Gideão, Pé de Prancha, Ladinho e Tamirin. Abaixados: Osvaldinho, Hans, Leotério, Jaime e Curismo

Times de Melo Viana que enfrentavam o Social de igual para igual

Avante Esporte Clube

Criado por um padre de nome Américo em 1956, o União Esporte Clube é o embrião do futuro Avante Esporte Clube que passa a ter este nome a partir de 1958. Nas duas décadas seguintes, o time terá grandes equipes formadas por jogadores de alto nível técnico. Com o tempo, o Avante conquista a simpatia dos moradores de Melo Viana, fazendo dessa torcida, segundo alguns observadores da época, a maior torcida da cidade, já que a população do distrito era maior que da população da sede do município, cujo time era representado pelo Social Futebol Clube. Tanto o Avante quanto o Rosalpes, fundado 10 anos depois, também em Melo Viana, tinha o estilo de time de muita garra.

A forte equipe do Avante – Em pé: Bolivar, João Paletó, Becaço, Preguinho, Renato e Jairo. Abaixados: Carlinhos, Mancheta, Zé Lúcio, Baixinho e Shell

 

Além do Social, o Avante também tinha seu próprio campo, o Josemar Soares, em Melo Viana

O grande adversário do Avante era o Social, onde suas grandes torcidas protagonizaram tensos confrontos, porém o maior público da história do Avante, foi em seu próprio estádio Josemar Soares, no Melo Viana, quando quase sete mil torcedores vibraram com o jogo do Avante contra o São Cristóvão de Timóteo.

A melhor campanha do Avante foi sob a presidência do conhecido Zé Coronel, quando a equipe conquistou dois bi campeonatos fabricianenses, sendo 72/73 e 75/76

Um dos jogadores que mais se destacou foi o craque Preguinho, que levantou a taça de campeão 26 vezes em sua longa carreira, defendendo outras equipes. Preguinho jogou profissionalmente no Valério, no Acesita, Caratinga, Bom Sucesso (RJ) e no Usipa.

Da fusão Rosa mais Alpes, nasceu o Rosalpes

Criado em setembro de 1968, a partir de dois times que treinavam no mesmo campo, o Alpes e o Santa Rosa, formado principalmente por funcionários de uma colchoaria do mesmo nome na avenida Geraldo Inácio. O Rosalpes foi outro time de Melo Viana que se destacou como grande equipe nos torneios regionais. O Rosalpes treinava em um campo no bairro Giovannini cuja área foi engolida pela especulação imobiliária. Acredita-se que por falta de uma campo próprio, o Rosalpes extinguiu-se no final dos anos 1970. Na década seguinte, o time ressurgiu, porém durou pouco tempo, vindo a se encerrar definitivamente, cuja principal dificuldade foi a falta de um campo próprio.

Equipe do Rosalpes: Em pé. Balbino, Jésus, Getúlio, Carlayle e Adair. Abaixados. Alemão, Dozinho, Fizinho, Tipedro e Jairinho

CAF Futebol Clube

Equipe do CAF futebol Clube – Em pé: Ló, Renato, Manoel, Felício, Pitoti e Pedro Paulo. Abaixados: Tato, Dozinho, Pierre, Joel Companheiro e Tiló

O time fabricianense vencedor do primeiro campeonato amador reconhecido pela Federação Mineira de Futebol, em 1969, foi o CAF Futebol Clube, formado basicamente pela por funcionários da Cia. Agrícola Florestal CAF, empresa da Belgo Mineira responsável pela exploração de carvão na região. A equipe, também melovianense sempre foi pareo duro contra o Social, Avante e Rosalpes.

Rivalidade entre jovens de Melo Viana e Fabriciano

Até início dos anos 1970, existia uma assumida rivalidade entre os moradores, uma espécie de bairrismo. Os moradores de Melo Viana viam os moradores de Fabriciano, como elitizados. A situação de desconfiança entre os dois lados começou a ser atenuada a partir dos anos 1960 por fatores de ordem cultural e de entretenimento. Com a inauguração do Cine Alvorada, do Clube Itapuã e a valorização dos times de Melo Viana, a convivência entre as duas comunidades passaram a ser mais assídua.

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