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A decoração e o retábulo-mor em estilo rococó, são atribuídos a Francisco Vieira Servas, importante artista barroco contemporâneo de Aleijadinho

O entalhador construiu retábulos e esculturas em madeira em outras igrejas coloniais de Minas Gerais. Seu estilo barroco e rococó estão presentes em Mariana, Sabará, Congonhas do Campo, São Gonçalo do Rio Abaixo, Caeté, Rio Piracicaba e Santa Bárbara. No retábulo-mor, encontram-se as imagens de São José, São Joaquim e Nossa Senhora das Mercês. Nos retábulos colaterais, à esquerda, Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito. À direita, Santana Mestra, São Francisco das Chagas e São João Batista.

Igreja São José, construída em terreno doado em 1754 – Foto: Elvira Nascimento

Antes mesmo da criação da Capitania Independente de Minas Gerais, a formação do Arraial de São José da Lagoa já iniciara com a chegada dos primeiros mineradores. Em 1754, Domingos Francisco Cruz fez ao “Glorioso Patriarca São José” a doação de uma roça para a construção de sua nova capela. Em 1766, inicia-se a ampliação e a nova decoração da capela que recebe também em 10 de novembro de 1768 a primeira bênção. No final do século XVIII, a igreja foi ampliada e sua capela-mor redecorada em estilo rococó, sendo o retábulo-mor de autoria do conceituado entalhador e escultor Francisco Vieira Servas. Em 1848, é criada a Paróquia de São José da Lagoa, que passa a receber de Ouro Preto recurso financeiro destinado à conservação da Matriz. Entre o final do século XVIII e início do século XIX, a Matriz passa por reparos, inclusive no telhado. A torre recebe venezianas e o sino é centralizado. Anos depois, a torre é restaurada e é executado o sacrário para os Santos Óleos. Acredita-se que o processo evolutivo se deu até o início do século XX, cuja escada, em espiral, tenha sido uma das últimas intervenções feitas por um marceneiro da comunidade de “Pedra Furada”.

O Museu Municipal de Arte e História de Nova Era, e o prédio da Câmara Municipal de Nova Era fazem parte do Conjunto Paisagístico Praça da Matriz – Foto: Elvira Nascimento

Com a emancipação política e administrativa do Distrito de São José da Lagoa, em 1938, com o nome de Presidente Vargas e a visita do político à cidade, em 1940, este declara que a Matriz passaria à condição de monumento nacional. Em 1941, iniciam-se as obras de conservação da Matriz pelo IPHAN, Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1942, Presidente Vargas passa a se denominar Nova Era. Por meio do processo nº 475, inscrição nº 410 no Livro de Belas Artes, o tombamento da Matriz é efetivado em 1953.

Restauro

Vista da igreja pela Câmara Municipal de Nova Era – Foto: Elvira Nascimento

Em 1987 é criada a Casa da Cultura, que lança a campanha SOS Matriz de São José da Lagoa. A primeira etapa dos trabalhos para a consolidação da estrutura desse monumento, que se encontrava bastante deteriorada, iniciou em 1990, com a contratação da Aresta Arquitetura e Restauro, de Belo Horizonte. Para a restauração dos elementos artísticos nos anos seguintes foi contratado o Grupo Oficina de Restauro, também de Belo Horizonte.

Hoje, Nova Era, cujo padroeiro é São José, tem o Conjunto Paisagístico da Praça da Matriz como uma das mais importantes referências do período colonial do Médio Piracicaba, abrigando raras edificações originárias do século XVIII.

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