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Ipatinga ganha mais um belo cartão postal, as ruínas da Estação Pedra Mole, onde história e natureza se complementam

Da portaria à Estação Pedra Mole, o visitante percorre cerca de 1 km entre uma exuberante mata com espécies da Mata Atlântica – Foto: Elvira Nascimento

Ricamente arborizada, a cidade de Ipatinga, ganha um novo espaço de relevância turística e cultural. As ruinas da antiga Estação Pedra Mole, construída em 1922, próxima à exuberante paisagem da confluência dos rios Doce com o Piracicaba, é restaurada pela, Usiminas. O lugar, tornou-se um dos mais visitados atrativos turísticos da cidade, onde história e natureza se complementam. Todo o encanto do lugar, tem sua origem no início do século 20, em 1904, quando a Estrada de ferro Vitória a Minas iniciava em Vitória, o assentamento dos primeiros trilhos, com destino a Minas Gerais.

Rompendo matas e cursos d´água, os trilhos da jovem ferrovia, no início da década de 1920, chega à localidade de Ipatinga. Seu traçado, que seguia pelas margens do Rio Doce, previa construir uma estação próxima à confluência dos rios Doce e Piracicaba, onde a partir dali, seguiria pelas margens do rio Piracicaba, até as minas de minério em Itabira. Sob uma densa mata, a ferrovia constrói a primeira estação de Ipatinga, em 1922.

Porém, os engenheiros não previam o infortúnio, a instabilidade do terreno naquela proximidade do rio. No local, denominado Pedra Mole, devido à pouca resistência do solo, a ferrovia é obrigada a retomar um outro traçado ferroviário, recuando cerca de 4 quilômetros, abandonando então a estação que recebeu o nome de Estação Pedra Mole, e todo o trecho construído, no meio da mata.

Ao chegar, o visitante é impactado com réplica da estação – Foto: Elvira Nascimento

Outro fator determinante para a ferrovia abandonar o traçado original, foi a forte incidência da malária, ou maleita, nas proximidades das águas. Segundo relatos, centenas de operários na construção, morreram em decorrência da doença transmitida pelo mosquito que infestava toda a região. O novo traçado reiniciaria próximo ao local do atual aeroporto. Margeando o Ribeirão Ipanema, o novo traçado exigiu a construção de um pontilhão, e nas proximidades, uma nova estação, que recebe o nome de Ipatinga, inaugurada em 1930. Todo o serviço até a Estação Pedra Mole foi dado como perdido. No local, a estação Pedra Mole permaneceu abandonada por anos a fio, sendo gradativamente depredada e invadida pelo mato.

No entorno da nova estação, desenvolveu-se o povoado de Ipatinga. Na estação, embarcavam e desembarcavam passageiros, a pequena produção agrícola local e o carvão vegetal produzido na região, com destino a usina Belgo Mineira, em João Monlevade e Sabará. Equipamentos para a construção da Usina de Salto Grande também desembarcavam na nova estação.

Em 1953, o povoado de Ipatinga é elevado a distrito de Coronel Fabriciano, e na mesma década, um terceiro traçado ferroviário é construído, bem como, uma nova estação, a Estação Intendente Câmara, inaugurada em junho de 1960. O antigo leito ferroviário transforma-se na Rua Belo Horizonte. Nesse período, a Usiminas inicia sua instalação à margem da estrada de ferro. Inaugurada em 1962, a grande usina integraria ao processo de industrialização que iniciara no país.

A parede lateral, um dos artefatos históricos preservados – Foto: Elvira Nascimento

Desativada em 1951, a estação de Ipatinga é restaurada em 1989, abrigando no local atividades culturais diversas, passando a se chamar posteriormente Estação Memória Zeza Souto.

Em 1996, o sítio histórico da Estação Pedra Mole é tombado como patrimônio Cultural do município, tendo como vestígio, apenas a parede lateral, sua base e sua plataforma. Em 2009, a antiga estação Intendente Câmara é demolida e uma nova é construída no local.

No ano de 2019, depois de um amplo processo de restauro, patrocinado pela Usiminas, com a anuência e acompanhamento do Ministério Público Estadual e Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga, a Estação Pedra Mole é entregue à população. No espaço onde as ruínas do prédio da Estação estão preservados, encontra-se uma sólida parede lateral, as bases da estação e sua plataforma de embarque e desembarque, bem como inúmeras benfeitorias construídas, transformando toda a área num belo cartão postal da cidade.

A espetacular vista do mirante: a confluência dos rios Piracicaba com o Doce – Foto: Elvira Nascimento

Na ocasião, quando a Usiminas completava 57 anos, o presidente da siderúrgica Sergio Leite reafirmava a satisfação em entregar à comunidade o valioso patrimônio cultural, concluindo: Esperamos que a população faça bom uso deste espaço cheio de memória e história”.

Aberto à visitação, a portaria do novo espaço turístico e cultural fica localizado no bairros Cariru. Ao longo do caminho, que leva às ruinas, inúmeras espécies da Mata Atlântica propiciam uma frondosa e agradável caminhada. Durante a caminhada, o visitante encontra totens com informações históricas sobre o local.

Ao chegar, o visitante é impactado pela beleza do lugar, pelo esmero das intervenções arquitetônicas, onde o projeto de restauro manteve os aspectos construtivos das estações da época, aliados a elementos construtivos modernos, pela réplica da linha e pela importância cultural dos vestígios históricos.

No local, um mirante na beira do rio, permite contemplar a união das águas dos rios Doce e Piracicaba, completa o passeio, que certamente ficará gravado na memória por muito tempo.

 No local onde estão as ruínas e onde funcionava a antiga Estação, o projeto de restauro manteve os aspectos construtivos das estações da época aliados a elementos construtivos modernos. 

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