PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS 2026

A Capital Nacional do Aço Inox, entra para o circuito internacional do cinema com o Kinox Festival Internacional de Cinema

Entre os convidados, o ator Leandro Firmino – Foto: Arquivo CG

Na noite de ontem, quarta-feira 05/08, o presidente da Filminas e idealizador do Kinox Festival Internacional de Cinema, Elizeu Mol, juntamente com o arquiteto Joel Lima, construtor da escultura em aço inoxidável e grande equipe de produtores de cinemas, empreendedores no audiovisual e atores consagrados, inauguraram na Praça 1º de Maio, o monumento “Manoelita de Inox”.

A obra inaugurada, representa um marco na história de Timóteo, que resgata o importante festival de cinema realizado nos anos 1970/1980, o Cine Clube Kinoks, prestigiado nacionalmente.

A inauguração faz parte da programação do festival que iniciou no dia 05, indo até o dia o8, com mostras competitivas de filmes nacionais e internacionais e concursos de roteiros.

Saiba mais sobre o Kinox Festival Internacional de Cinema no: https://revistacaminhosgerais.com.br/noticias/1o-kinox-festival-internacional-de-cinema-coloca-timoteo-no-mapa-do-audiovisual-mundial/

Na oportunidade, o também produtor de cinema, Elizeu Mol, falou à Caminhos Gerais:

O idealizador do Festival Internacional de Cinema Kinox, Elizeu Mol, seu filho Zafir Mol e esposa Cléria Figueiredo, quem muito colaboraram para a realização do Kinox – Foto: Arquivo CG

O que a volta do Festival Internacional de Cinema Kinox representa para a cultura de Timóteo e região?

A volta do KINOX representa o resgate de uma história que nunca deveria ter sido interrompida. Timóteo já foi palco de importantes encontros de cinema nos anos 1970/1980, e trazer esse festival de volta é reconhecer esse legado e projetá-lo para o futuro.

O KINOX nasce com vocação internacional, mas sem perder suas raízes. Nosso objetivo é aproximar o público do cinema, revelar novos talentos, fortalecer a produção audiovisual regional e colocar Timóteo novamente no circuito dos grandes eventos culturais. Mais do que exibir filmes, queremos criar oportunidades, formar profissionais e fazer da cultura um instrumento de desenvolvimento para toda a região.

Qual o significado do monumento “Manoelita de Inox”, inaugurado na Praça 1º de Maio?

A “Manoelita de Inox” é um símbolo de memória, reconhecimento e continuidade. Ela homenageia Manoelita Lustosa, que, ao lado de Gilberto e de outros apaixonados pelo cinema, participou do movimento Kinock nos anos 1980, quando Timóteo sediava importantes encontros cinematográficos que marcaram a vida cultural da cidade.

Essa escultura representa a ligação entre aquele movimento pioneiro e a nova geração que estamos formando hoje. Escolhemos o aço inoxidável justamente porque ele faz parte da identidade de Timóteo, cidade construída em torno da indústria do aço. É uma obra que une arte, história e identidade regional.

Espero que, daqui a muitos anos, quem passar pela Praça 1º de Maio veja essa estátua e compreenda que ela marca o renascimento do cinema em nossa cidade.

Qual a importância do audiovisual como arte?

O audiovisual é uma das formas de arte mais completas que existem. Ele reúne literatura, música, fotografia, teatro, artes plásticas e tecnologia para contar histórias capazes de emocionar, educar, preservar a memória e transformar a sociedade.

Mas o cinema também é economia. Cada filme movimenta dezenas de profissões, gera empregos, aquece hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços. É um setor estratégico dentro da economia criativa.

Costumo dar como exemplo o cinema norte-americano. Hollywood não vende apenas filmes. Ela vende destinos turísticos, estilos de vida, tecnologia, marcas, produtos e até costumes para o mundo inteiro. O audiovisual se tornou uma das maiores ferramentas de promoção econômica e cultural dos Estados Unidos.

Nós também temos esse potencial. O Vale do Aço, o Vale do Rio Doce e Minas Gerais possuem paisagens, histórias, patrimônios e talentos extraordinários. Quando produzimos cinema aqui, mostramos nossa cultura para o Brasil e para o mundo, fortalecemos nossa identidade e criamos novas oportunidades econômicas para a região.

Quem participou da abertura do festival?

Foi uma noite histórica para Timóteo. Tivemos a honra de receber grandes nomes do audiovisual brasileiro e importantes representantes das instituições parceiras.

Entre os convidados estiveram o ator Leandro Firmino da Hora, referência do cinema nacional; Otávio Ugá, cineasta, pesquisador e palestrante da noite, que também participou da inauguração da estátua “Manoelita de Inox”, realizada no dia 5 de agosto de 2026, na Praça 1º de Maio; Black Dom, representando a Rede Minas e a plataforma Minasplay; Ike Yagelovic, diretor-presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC); o secretário de Governo de Timóteo, Ricardo Quintão; Itaécio Marinho, representando a Prefeitura de Timóteo; e o arquiteto Joel Lima, responsável pelo desenvolvimento da escultura.

O festival continua com uma programação intensa, incluindo oficinas gratuitas, palestras, debates e mostras competitivas de filmes nacionais e internacionais. O encerramento será no sábado, dia 8 de agosto, com um grande espetáculo de Maurício Tizumba, celebrando a união entre cinema, música e cultura popular.

Tenho convicção de que estamos apenas começando. O KINOX nasce para permanecer, crescer a cada edição e transformar Timóteo em uma referência do audiovisual brasileiro.

Joel Lima

O arquiteto Joel Lima, construtor da bela obra de arte – Foto: Arquivo CG

A Caminhos Gerais falou também com o arquiteto Joel Lima, idealizador da escultura em aço inoxidável, que se perpetuará como um monumento à arte cinematográfica do Vale do Rio Doce

O que significa construir um monumento a um movimento cultural que está sendo revivido em Timóteo?

O monumento é, antes de tudo, um reconhecimento e uma homenagem à atriz Manoelita Lustosa, que passou por Timóteo e deixou um importante legado artístico e cultural. A obra celebra sua trajetória e o reconhecimento de seu talento, preservando sua memória para as futuras gerações.

Mais do que uma homenagem, o monumento também representa um convite à valorização da cultura. Ele transmite a mensagem de que, em uma cidade conhecida pela produção de aço, também se produz arte, talento e cultura. Assim, a obra reafirma que o desenvolvimento de Timóteo não está apenas na indústria, mas também na força de sua produção artística e na capacidade de inspirar novos artistas.

A obra nasceu de um trabalho conjunto com Elizeu Mol, produtor de cinema de enorme talento, sensibilidade e uma coragem criativa que inspira. Ele trouxe a ideia muito bem concebida desde o início. O meu papel, e a minha assinatura na obra, foi contribuir com os ajustes, acreditar no potencial da proposta e ajudá-la a ganhar forma.

Mais do que entregar um monumento físico e estático, nosso objetivo foi entregar uma mensagem para a cidade. A obra anuncia que, em Timóteo, além de se produzir aço, também se produz arte, cultura e talentos capazes de alcançar reconhecimento. Esse monumento é um símbolo dessa vocação artística e um convite para que a cidade continue acreditando em seus criadores.

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