II Encontro da Rede Rio Doce reuniu instituições, entidades e movimentos sociais e dá passos decisivos para a “Carta do Rio Doce”

Integrantes da Rede Colaborativa de Desenvolvimento Ambiental, Econômico e Sociocultural do Rio Doce – Rede Rio Doce – Foto: Arquivo CG
Na manhã deste sábado (30 de agosto), o Parque Estadual do Rio Doce (PERD) sediou o II Encontro da Rede Colaborativa de Desenvolvimento Ambiental, Econômico e Sociocultural do Rio Doce – Rede Rio Doce. O importante encontro que contou com a presença de cerca de 60 participantes presenciais, além de contribuições online, a partir de Belo Horizonte e Belém, consolidou-se-se como um espaço plural e representativo.
O evento contou com uma rica programação e debates sobre diveros temas, inclusive sobre a iniciativa de encaminhar para a COP30 a “Carta do Rio Doce”, documento que apontará de forma sensível os aspectos socioculturais, econômicos e ambientais da Bacia do Rio doce e suas respectivas demandas.
Foi destacado também as peculiaridades das subbacias, como a Bacia do Rio Piracicaba, o principal afluente do Rio Doce, cujo cenário contextualiza a história de Minas Gerais e abriga um dos prncipais parques industriais do país
Programação

Mais de 60 pessoas participaram do II Encontro da Rede Colaborativa no Parque do Rio Doce – Foto: Arquivo CG
A programação foi cumprida integralmente, conectada com setores vinculados ao evento mundial, que acontecerá no estado amazônico do Pará.
- Abertura e Café Literário e declamação de poesias e textos sobre o Rio Doce.
- Exposição e debate sobre o Acordo Governo Federal–Vale, com participação de Mayara Costa Silva (AEDAS) e Tatiana Kaminski (Cáritas).
- Preparação para a COP30, com a presença online de Beatriz Parreira Xavier (PUC Minas/Pacto Global da ONU), Thabitta Menta (Cúpula dos Povos, de Belém) e Everardo Lopes Aguiar (Fest Ecoenvelhescência, de Brasília).
- Exibição do curta-metragem “Revolucion”, de Elizeu Mol, seguido de apresentação sobre o Polo Cine Vales e o Arranjo Produtivo Local (APL) do Audiovisual dos Vales do Rio Doce, Vale do Mucuri e Região Metropolitana do Vale do Aço.
- Gestão e perspectivas para o PERD e Inventário de GEE do Vale do Rio Doce, apresentados por Vinícius Assis Moreira (gerente do PERD) e Bruna Morais (Rede Rio Doce).
- Oficina sobre organização de museus, com Isabela Leão Magalhães (UFMG/Santa Casa BH).
- Assembleia da Rede Rio Doce, que discutiu princípios, estrutura, criação de grupos de trabalho e elegeu a primeira Coordenação da Rede.
O encontro foi encerrado com almoço no restaurante do Parque e visita às instalações do PERD, incluindo áreas de lazer, camping e a praia da Lagoa do Bispo.
Carta do Rio Doce e participação coletiva
Um dos principais marcos do II Encontro foi a sistematização dos elementos-chave que comporão a “Carta do Rio Doce”, documento que será entregue ao Presidente da COP30, Embaixador André Corrêa do Lago.
Além das falas dos palestrantes e contribuições durante as mesas de debate, todos os participantes receberam um formulário de contribuições. Esse instrumento reuniu propostas em torno de temas como:
- Financiamento climático, justiça climática e transição justa;
- Recuperação ambiental, resiliência e tecnologias sustentáveis;
- Mercado de carbono, créditos e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA);
- Ecoturismo comunitário, cadeias produtivas locais e agroextrativismo;
- Capacitação de jovens, povos tradicionais e inovação em projetos ambientais;
- Reflorestamento, agroecologia, restauração de matas ciliares e educação ambiental;
- Alinhamento da Carta do Rio Doce aos ODS e às NDCs do Brasil.
Encerramento

O Parque Estadual do Rio Doce sediou o II Encontro da Rede Colaborativa – Foto: Elvira Nascimento
O II Encontro reafirmou a Rede Rio Doce como espaço de construção democrática e integrada, voltado à defesa do território e das populações do Vale do Rio Doce. A partir de então, a nova Coordenação da Rede se encarregará de consolidar as contribuições e organizar a minuta da “Carta do Rio Doce”, que será levada à COP30 como voz coletiva da região.






