Na ABAV Expo 2026, o Vale do Aço se apresenta como um novo destino turístico para conquistar o coração e o paladar do brasileiro

Empreendedoras do turismo do Vale do Aço apresentaram o forte potencial regional e suas rotas – Foto: Arquivo particular
Entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026, São Paulo recebeu a 53ª ABAV Expo, a maior feira de turismo da América Latina. No estande de Minas Gerais, dentro do programa Minas Essencial – com 16 rotas, 14 IGRs e 12 apresentações na Cozinha Viva – o Vale do Aço se apresentou como um destino turístico autêntico, que vai muito além da indústria.
Mata, lagoas e turismo que preserva

O presidente do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas, Hélio Anício, mostrou porque a Mata Atlântica é o diferencial ecoturístico do Vale Além do Aço – Foto: Arquivo particular
Mas o que fez os olhos dos agentes e operadores de turismo brilharem foi descobrir que o Vale guarda o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica de Minas: o Parque Estadual do Rio Doce (PERD). São quase 36 mil hectares de floresta protegida, com mais de 40 lagoas naturais – a terceira maior concentração de lagos do Brasil – reconhecido pela UNESCO como Reserva da Biosfera.
“Foi uma oportunidade de dar visibilidade aos municípios e colocar nosso território no roteiro de quem busca novas experiências”, afirmou Hélio Anício, presidente da IGR Mata Atlântica.
Do aço ao sabor

Os sabores da mineiridade conquistam o grande público – Foto: Arquivo Particular
O ponto alto da presença do Vale na ABAV foi na Cozinha Viva, com o prato autoral *Trilogia do Vale*, da Chef Rosângela. O prato faz menção à vocação siderúrgica regional, com a força e o brilho do aço inoxidável da Aperam, em Timóteo. O fubá suado mineiro é forjado sob pressão e servido com ragu de carne de lata, daquelas que os tropeiros carregavam na bruaca – resgatando a memória tropeira do Serra dos Cocais – e finalizado com o queijo premiado do Empório da Serra, do Ipatinga Rural. O prato foi servido acompanhado de uma dose da cachaça do Nozinho, um empreendimento da Rota de Cicloturismo Vales dos Tropeiros.
Território, sabores, produtores e suas histórias no mesmo prato

Especiarias como o queijo
Nos balcões, anfitriãs e receptivos como Rosângela e Ana Cleide, Maria José e Gabriela, Ildeniza e Daianne, recepcionaram os agentes e demais visitantes e perceberam o seu encantamento ao descobrir que, onde se conhecia apenas a indústria, existe natureza preservada, cultura viva e gastronomia autêntica – e o interesse concreto em comercializar o destino.

O resgate da culinária ancestral mineira, com a carne de lata e broto de bambu – Foto: Arquivo particular
Ana Cleide, um dos receptivos turísticos regionais afirma que entendeu o recado do mercado de agentes de viagens: “eles querem conhecer, saber o diferencial do que temos a oferecer e se informar sobre logística, operação e comissionamento. E o Vale do Aço precisa mostrar o que o mercado deseja. A hora é agora de concretizar negócios com agentes de todo o Brasil.”

Representantes do turismo do Vale do Aço, trouxeram com orgulho e entusiasmo novas perspectivas sobre o promissor e amadurecido empreendimento regional – Foto: Arquivo particular
Dentre as muitas Minas apresentadas em São Paulo, o Vale do Aço provou que é um destino ESSENCIAL, porque guarda a mata, cuida do futuro e tem os sabores de Minas, que figuram entre os 10 melhores do mundo e o melhor do Brasil.
Colaboração: Ana Cleide




