A rota eleita como prioritária pelo Governo de Minas, será desbravada por estes empreendedores em suas bikes

Equipe de ciclistas que percorrerão os 210 km da Rota Vales dos Tropeiros – Foto: Arquivo Rede Turismo no Vale

Hoje 04/11, uma expedição de empreendedores ciclistas partiu do marco zero da Rota Vales dos Tropeiros, na Praça 1º de Maio em Timóteo, com um destino um tanto desbravador, percorrer cerca de 210 quilômetros em seis municípios e revelar a força e a potência empreendedora que o setor do turismo regional tem a oferecer.

A rota eleita como prioritária pelo Governo de Minas, será desbravada por estes empreendedores em suas bikes, numa jornada imersiva por caminhos abertos pelos antigos tropeiros, encerrando no dia 07/11.

Se no passado eram estes laboriosos tropeiros que desbravavam montanhas e vales, transportando sonhos, histórias e riquezas no lombo dos animais, hoje, são os ciclistas, os novos tropeiros, que desbravam as estradas do Vale do Aço.

Os antigos caminhos dos tropeiros serão ressignificados, transformando-se em rotas ciclísticas de alto valor turístico – Foto: Sérgio Mourão

Entre matas que sussurram histórias, cachoeiras monumentais, patrimônios vivos e o abraço da hospitalidade mineira, os lendários caminhos dos tropeiros no Vale do Aço ganham uma nova dimensão. De 4 a 7 de novembro, um grupo de empreendedores locais irá mergulhar em uma jornada de 210 km pela Rota Vales dos Tropeiros Cicloturismo para decifrar o território, garimpar oportunidades e transformar paisagens em experiências inesquecíveis para os visitantes.

A Expedição chega com selo de relevância no mercado: a Rota Vales dos Tropeiros foi chancelada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais como uma das três rotas turísticas prioritárias do Vale do Aço, ao lado do Ipatinga Rural e do Serra dos Cocais Roteiro Turístico. Um reconhecimento que projeta o território no mapa estratégico do turismo mineiro e nacional.

A ação é fruto de uma articulação potente entre Sebrae Minas, Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas (CTMAM), receptivos turísticos locais e empreendedores da cadeia produtiva da Rota, com o apoio das prefeituras e entidades parceiras.

Para o presidente da Instância de Governança Regional – IGR Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas (CTMAM), Hélio Anício de Almeida, a Rota é a alquimia perfeita entre preservação e desenvolvimento: “Ao costurar municípios, empreendedores e atrativos em uma única trama, fortalecemos o turismo, ampliamos a visibilidade do território e destravamos novas oportunidades de geração de renda e de orgulho para as comunidades locais”.

Hélio Anicio é presidente do CTMAM – Foto: Elvira Nascimento

Reconhecendo o território

A comitiva será formada por doze participantes, entre empreendedores e parceiros do projeto, que irão desbravar o trajeto, pedalando ou nos carros de apoio. Na rota, irão vivenciar na prática pousadas, restaurantes e atrativos naturais e culturais que são guardiães da memória do território.

Passaporte

Os carimbos para registros no passaporte do turista – Foto: Arquivo Rede Turismo no Vale

Esta edição entra para a história com a inauguração oficial do sistema de Passaporte e Carimbos da Rota Vales dos Tropeiros. Cada empreendimento participante terá seu carimbo exclusivo, um convite irrecusável para o cicloturista colecionar carimbos, colecionar memórias e multiplicar os motivos para voltar sempre. E ainda recebe um certificado, após a conclusão da Rota.

O analista do Sebrae Minas Alessandro Challub revela a ambição por trás da iniciativa: “Queremos provar que o cicloturismo transcende a prática esportiva. É sobre pertencimento. Com uma visão de 360º do percurso e agora com o passaporte como elo afetivo, os receptivos turísticos deixam de ser apenas anfitriões e se tornam narradores de histórias, capazes de orquestrar paradas e criarem ofertas que transmitam a alma de cada município”.

Alessandro Challub é analista do Sebrae Minas – Foto: Arquivo Caminhos Gerais

A expedição contará com a participação especial do guia e proprietário do receptivo turístico Luz no Caminho, de Jacutinga, Luiz Reynaldo, lenda viva na condução de grupos no Caminho da Fé e em rotas icônicas da Mantiqueira. Guia de turismo há 13 anos, Luiz é apaixonado pelo que faz, atuando em montanhas e com rotas de Cicloturismo na Mantiqueira. É também agente de turismo rural e tem formação em resgate em áreas remotas.

Durante os quatro dias, ele compartilhará seu repertório de saberes sobre condução segura, curadoria de roteiros e a arte de bem receber, em uma mentoria itinerante para os profissionais do Vale do Aço.

Roda de conversa abre os caminhos

Para acender a chama da jornada, no dia 03 de novembro, a Rede Turismo no Vale promoveu no Green Valley Hotel, uma Roda de Conversa de aquecimento com Luiz Reynaldo e Kely Abreu Figueiredo – Guia Pico da Bandeira.

A expedição teve como ponto de partida, uma roda de conversa entre empreendedores da Rede Turismo no Vale os convidados Luiz Reynaldo e Kely Abreu Figueiredo – Foto: Arquivo Rede Turismo no Vale

Referência absoluta na ascensão ao terceiro cume mais alto do Brasil, o Pico da Bandeira, Kely transforma cada trilha em uma aula magna de natureza, superação e hospitalidade. Cofundadora e sócia-administradora da Guia Pico da Bandeira, no Alto Caparaó – MG, agência receptiva de ecoturismo e turismo de aventura, um negócio familiar com mais de 25 anos de história naquelas montanhas. No turismo, desde 2017, acompanha cada viagem do primeiro contato até a trilha: planeja, organiza e também conduz os grupos. É guia de turismo regional, condutora de ecoturismo, socorrista em áreas remotas e auditora de sistemas de gestão de segurança. Também integra a governança do Caparaó Mineiro e a diretoria da Agência de Desenvolvimento Caparaó Mineiro.

Ao lado de Luiz, vai compartilhar os bastidores sobre acolhimento, segurança e como transmutar cada parada em uma experiência extraordinária e inesquecível.

A rota de cicloturismo é história, natureza e ruralidade

Parque Estadual do Rio Doce, patrimônio natural reconhecido como Reserva da Biosfera pela Unesco, é a maior reserva de Mata Atlântica contínua de Minas Gerais – Foto: Arquivo CTMAM

A Rota Vales dos Tropeiros Cicloturismo é um convite sobre duas rodas para redescobrir os caminhos dos tropeiros em Minas. São sete trechos interligados que conectam seis municípios mineiros em um mosaico de paisagens naturais, patrimônios culturais e empreendimentos com sotaque local.

Imponentes cachoeiras escondidas em maio à natureza preservada – Foto: Arquivo CTMAM

 

O explendor da arte setecentista da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré em Antônio Dias – Foto: Elvira Nascimento

Entre os tesouros, estão o Parque Estadual do Rio Doce – patrimônio natural reconhecido como Sítio Ramsar pela UNESCO e a maior reserva de Mata Atlântica contínua de Minas Gerais, as paisagens rurais e montanhosas da região, o imponente Cachoeirão de Dionísio, a icônica Pedra da Baleia, em São Domingos do Prata, a histórica Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Antônio Dias, e o Casarão, em Jaguaraçu, além de espaços culturais, de memória, artesãos, produtores e comunidades que mantêm viva a essência tropeira.

Adaptação e colaboração: Ana Cleide dos Santos

Serviço

Roda de Conversa – Aquecimento Expedição Vales dos Tropeiros*

*Expedição Rota Vales dos Tropeiros Cicloturismo*

Data: 4 a 7 de novembro

Ponto de partida e chegada: Marco Zero da Rota, em Timóteo

Percurso: Timóteo, Parque Estadual do Rio Doce, Marliéria, Dionísio, São Domingos do Prata, Antônio Dias e Jaguaraçu, com retorno a Timóteo.

Novidade: Inauguração do sistema de Passaporte e Carimbos

Acompanhe a expedição pelo Instagram da Rota Vales dos Tropeiros Cicloturismo @valesdostropeiroscicloturismo

 

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