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Revista Caminhos Gerais

Sem Audiência Pública e nem debatido nos Conselhos da Cidade e do Meio Ambiente, a prefeitura de Ipatinga decide leiloar a Gleba 4

A área à margem da BR-381, próxima ao bairro Horto, apresenta ampla extensaõ de resquícios de Mata Atlântica – Foto: Imagem Google Earh

Na última sexta-feira (12/06), o delegado da Conferência Livre Municipal do Meio Ambiente de Ipatinga e membro do Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Ipatinga – CODEMA, Vander de Almeida Neto e representantes das entidades da sociedade civil, Associação de Moradores do bairro Horto – AMOH, seu presidente Haydee Lage; Centro de Defesa dos Direitos da Natureza – CDDN, presidente Cirlene Betencourt; Instituto Interagir, presidente Alessandro de Sá; Associação Ambientalista Samambaia – ASAS, diretora Maria da Penha e Conceição Soares Toledo, do Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Ipatinga, protocolaram a representação contra o leilão eletrônico da Gleba 4, marcado para o dia 17/06, pela prefeitura municipal de Ipatinga.

Sem Audiência Pública e nem debatido nos Conselhos da Cidade e do Meio Ambiente, a prefeitura de Ipatinga decide leiloar a Gleba 4, uma extensa área de resquícios de Mata Atlântica de quase 500mil m2 no bairro Horto.

Conceição Toledo, do Codema, Cirlene Bitencourt, do CDDN, Vander Padre, Haydee, da Associação dos Moradores do bairro Horto e Maria da Penha do ASAS

A prefeitura alega a necessidade de fazer caixa, ampliando a receita do município com o leilão, ao mesmo tempo afirma que o objetivo é destinar a área para empreendimentos.

A área com vegetação densa, a cerca de um quilômetro dos equipamentos com maior potencial poluidor da siderúrgica, como o alto-forno e a Aciaria, é considerada de extrema importância para prestação de serviços ambientais no município.

Além da poluição industrial e milhares de veículos que trafegam na cidade, a decisão da prefeitura poderá provocar um severo impacto socioambiental negativo para a população.

Diante da decisão da administração municipal, representantes da sociedade civil e ambiental vê como prioritário ouvir os munícipes primeiro, antes de uma ação de grande impacto socioambiental como essa.

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