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Na ABAV Expo 2026, o Vale do Aço se apresenta como um novo destino turístico para conquistar o coração e o paladar do brasileiro

Empreendedoras do turismo do Vale do Aço apresentaram o forte potencial regional e suas rotas – Foto: Arquivo particular

Entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026, São Paulo recebeu a 53ª ABAV Expo, a maior feira de turismo da América Latina. No estande de Minas Gerais, dentro do programa Minas Essencial – com 16 rotas, 14 IGRs e 12 apresentações na Cozinha Viva – o Vale do Aço se apresentou como um destino turístico autêntico, que vai muito além da indústria.

Representado pela IGR Mata Atlântica de Minas, que reúne 23 municípios, o território levou seus produtos prioritários para 2026/2027, reconhecidos e apoiados pela Secult-MG e Sebrae Minas como aposta estratégica do Estado. Um resultado do trabalho coletivo que começou em 2011, com o Projeto Turismo no Vale e que se tornou a Rede Turismo no Vale, com a participação de mais de 200 empreendedores e parceiros do segmento turístico.
A criação da marca Vale do Aço trouxe consigo o slogan “Vale viver tudo isso”, incorporado na apresentação dos roteiros Ipatinga Rural,  Rota do Mutum (Ipaba),  Serra dos Cocais (Coronel Fabriciano) e  Rota Vales dos Tropeiros – 210 km de cicloturismo e história, com marco zero em Timóteo.

Mata, lagoas e turismo que preserva

O presidente do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas, Hélio Anício, mostrou porque a Mata Atlântica é o diferencial ecoturístico do Vale Além do Aço – Foto: Arquivo particular

Mas o que fez os olhos dos agentes e operadores de turismo brilharem foi descobrir que o Vale guarda o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica de Minas: o Parque Estadual do Rio Doce (PERD). São quase 36 mil hectares de floresta protegida, com mais de 40 lagoas naturais – a terceira maior concentração de lagos do Brasil – reconhecido pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

“Foi uma oportunidade de dar visibilidade aos municípios e colocar nosso território no roteiro de quem busca novas experiências”, afirmou Hélio Anício, presidente da IGR Mata Atlântica.

É ali que o visitante entende a força do turismo de natureza na região: trilhas, observação de vida silvestre, fauna e flora preservadas, passeios de barco e a experiência de estar em uma floresta  sobrevivente. Não à toa, foi um dos produtos de maior interesse no balcão, como lembrou a empresária e guia credenciada Ildeniza Valadares.
O diálogo ambiental apresentou ao público da ABAV outra referência no território. A Cenibra, com sede em Belo Oriente e mais de 50 anos de atuação no Vale do Aço, que alia produção florestal sustentável a um robusto programa de conservação. A empresa mantém mais de 100 mil hectares de áreas de preservação, RPPNs como a Fazenda Macedônia em Ipaba, corredores ecológicos que conectam fragmentos de Mata Atlântica e projetos de educação ambiental que já impactaram milhares de estudantes e cerca de 900 visitantes que participaram da Rota do Mutum,  uma rica experiência do agroturismo, no município de Ipaba.
É o exemplo de que indústria e preservação podem caminhar juntas – e que o turismo se beneficia desse equilíbrio, com paisagens conservadas, nascentes protegidas e uma agenda de sustentabilidade que interessa, e muito, ao viajante que busca incluir novas experiências em seus momentos de lazer e descanso.

Do aço ao sabor

Os sabores da mineiridade conquistam o grande público – Foto: Arquivo Particular

O ponto alto da presença do Vale na ABAV foi na Cozinha Viva, com o prato autoral *Trilogia do Vale*, da Chef Rosângela. O prato faz menção à vocação siderúrgica regional, com a força e o brilho do aço inoxidável da Aperam, em Timóteo. O fubá suado mineiro é forjado sob pressão e servido com ragu de carne de lata, daquelas que os tropeiros carregavam na bruaca – resgatando a memória tropeira do Serra dos Cocais – e finalizado com o queijo premiado do Empório da Serra, do Ipatinga Rural. O prato foi servido acompanhado de uma dose da cachaça do Nozinho, um empreendimento da Rota de Cicloturismo Vales dos Tropeiros.

Território, sabores,  produtores e suas histórias no mesmo prato

Especiarias como o queijo

Nos balcões, anfitriãs e receptivos como Rosângela e Ana Cleide, Maria José e Gabriela, Ildeniza e Daianne, recepcionaram os agentes e demais visitantes e perceberam o seu encantamento ao descobrir que, onde se conhecia apenas a indústria, existe natureza preservada, cultura viva e gastronomia autêntica – e o interesse concreto em comercializar o destino.

O resgate da culinária ancestral mineira, com a carne de lata e broto de bambu – Foto: Arquivo particular

Ana Cleide, um dos receptivos turísticos regionais afirma que entendeu o recado do mercado de agentes de viagens: “eles querem conhecer, saber o diferencial do que temos a oferecer e se informar sobre logística, operação e comissionamento. E o Vale do Aço precisa mostrar o que o mercado deseja. A hora é agora de concretizar negócios com agentes de todo o  Brasil.”

Representantes do turismo do Vale do Aço, trouxeram com orgulho e entusiasmo novas perspectivas sobre o promissor e amadurecido empreendimento regional – Foto: Arquivo particular

Dentre as muitas Minas apresentadas em São Paulo, o Vale do Aço provou que é um destino ESSENCIAL, porque guarda a mata, cuida do futuro e tem os sabores de Minas, que figuram entre os 10 melhores do mundo e o melhor do Brasil.

Colaboração: Ana Cleide

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