Sindicatos rurais da região contribuem para o crescimento da produção agropecuária
Com gestão eficiente, liberdade para produzir e foco em inovação, Minas Gerais alcançou a marca histórica de US$ 19,8 bilhões em exportações antes mesmo do encerramento de 2025. Pela primeira vez, o agronegócio mineiro superou a mineração na pauta exportadora, consolidando-se como o principal motor da economia do Estado. O volume exportado é um recorde desde o início da série histórica em 1997, representando 43,5% da pauta total de exportação. Foram 16,2 milhões de toneladas embarcados, ficando em 3º lugar no ranking nacional da agropecuária. Foram 650 produtos diferentes para 178 países. Os principais importadores são: China, 4,6 bi; EUA, 1,9 bi; Alemanha, 1,8 bi e Itália e Japão, 1 bi cada.
Produtos artesanais

Queijos, doce de leite e mel ampliaram presença entre os principais itens exportados – Foto: Elvira Nascimento
A surpresa foi o avanço de produtos típicos, como mel, queijos e doce de leite, ampliando a presença de Minas em nichos de valor agregado. Entre os grandes produtos tradicionais, como café, soja, proteínas animal, florestais e sucroalcooleiro, os segmentos artesanais e de identidade regional obtiveram crescimento exponencial.
As exportações de queijos, alcançaram US$ 10 milhões; doce de leite, US$ 838 milhões; o mel, US$ 23,73 milhões.
O resultado expressivo é fruto do trabalho diário de milhares de produtores rurais que acordam cedo, investem em tecnologia, modernizam processos e mantêm viva uma das cadeias produtivas mais importantes do país.
Vale do Aço e Garatinga

O maior item de exportação de Minas Gerais, o café, é também o principal produto da região rural de Caratinga e adjascencias – Foto: Arquivo CG
No Vale do Aço e região de Caratinga, tipicamente industrial e estratégica de Minas Gerais, o impacto dessa superação foi direto e significativo. Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ipatinga e Vale do Aço (SPR), Adauto Valamiel, o momento é de reconhecimento ao produtor rural e de valorização de um setor que sustenta o crescimento do Estado.
Os agricultores e pecuaristas do Vale do Rio Doce, subordinados aos Sindicato dos Produtores Rurais de Ipatinga e Vale do Aço (SPR) e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caratinga, (SRC), são responsáveis por um expressivo índice de produção da cadeia rural exportadora do estado.
O café, principal item de exportação do estado, é também a principal atividade rural da região subordinada ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caratinga, que abrange mais de 300 associados de 11 municípios. A exportação total do café mineiro, registrou US$ 11,4 bilhões, equivalente a 57,2% do total da exportação. O volume embarcado foi 27,4 milhões de sacas. O aumento significativo da venda do café, deve-se a redução dos estoques mundiais e pela valorização dos cafés especiais, que elevaram as cotações.
Mel

Localizado em Timóteo, a Melbras, uma das maiores exportadoras de mel do Brasil, em 2024 registrou a maior venda externa do país
Já na região do Vale do Aço, o destaque é para a Melbras, localizada em Timóteo, cuja exportação em 2025 alcançou cerca de sete mil toneladas. No ano de 2024, a Melbras foi o maior exportador de mel do país. Os principais importadores do mel mineiro, são EUA, Canada e Europa. Há 16 anos no mercado, a empresa processa também mel do nordeste e da região sul do país.
Mercado interno
Para o mercado interno, a região é também de grande relevância na produção de verduras, legumes, frutas e proteínas animal. O município de Iapu, por exemplo, além de estar entre os maiores produtores de banana do estado, é um dos campeões na produção de verduras e legumes.

A região contribui substancialmente para o mercado interno de alimentos – Foto: Elvira Nascimento
“Essa conquista histórica do agronegócio mineiro é motivo de orgulho para todos nós. Ela mostra que, quando o produtor tem liberdade para trabalhar, acesso à gestão eficiente e incentivo à inovação, os resultados aparecem. O Vale do Aço faz parte desse avanço, com produtores comprometidos, que fomentam a economia, geram renda e contribuem para o desenvolvimento regional” destaca o presidente do SPR.

Iapu é vista como um futuro polo de destaque na bananicultura mineira, com incentivos para a agricultura familiar – Foto: Elvira Nascimento
Segundo Valamiel, o fortalecimento do agro traz benefícios diretos à região, impulsionando investimentos, ampliando oportunidades no campo e promovendo integração entre produção rural, indústria e comércio. Ele ressalta ainda que o sucesso do setor é resultado de políticas que valorizam quem produz e de entidades que atuam na capacitação e no apoio técnico ao produtor.
A superação da mineração pelo agronegócio em 2025 marca um novo capítulo na história econômica de Minas Gerais. Um capítulo escrito por quem trabalha com responsabilidade, inovação e visão de futuro — e que reafirma o campo como protagonista do crescimento mineiro e do desenvolvimento do Vale do Aço, apontou Valamiel.
Fonte: Portal do Agronegócio






